Olá minhas margaridas! Espero que estejam bem!
Estou de volta, de vez em quando tenho que tirar a poeira daqui, tanto mental quanto em palavras textuais. Meu último post foi motivador, tentei passar uma mensagem positiva, neste tempo de hiato eu tive altos e baixos, estou fazendo exercício físico quase todos os dias, praticamente esteira e funcional na academia. Quanto à bulimia, as crises quase pararam, mas de vez em hora voltam, e nessas recaídas eu sempre ganho peso e fico depressiva, ou seja, não vale a pena.
Mas bulimia não é algo que dá pra tirar da vida da gente de uma hora pra outra, infelizmente. Convivo com ela desde meus 12 anos, já contei aqui várias vezes.
Pois bem, cheguei de novo ao meu peso máximo, que pesei quando tinha 18 anos e isso foi em 2009, eu nem morava com meus pais na época e sinceramente, não lembro bem o que fiz pra emagrecer, mas eu sai dos 72 kg e fui para os 47kg! Foi uma mudança bem radical. Mas também tem um fator muito importante, antigamente eu perdia peso muito facilmente, qualquer dietinha de 5 dias, eram 5kg mandados embora, hoje em dia 5 dias pra 0,5 kg, fato.
Com 26 anos meu corpo não é mais o mesmo, apesar de estar com 70kg, a gordura agora se concentra em outras partes do corpo, meu metabolismo está bem lento e meu corpo já está cansado de dietas. Eu vivi todo esse ano na casa dos 60, no começo variava de 60 a 63 kg, depois cheguei nos 65 e nunca mais baixou, até que há um mês eu estava com 68, com muita esperança de pelo menos emagrecer 2 kg, eis que quando vou pesar, boom! 71,5kg! Eu não queria acreditar que de 68 foi para 71! Achei que fosse a menstruação, algum remédio ou o resto das outras coisas que inventamos para não nos culpar de ter comido muito. Mas não, passou-se uma semana e eu estou com 70,7 kg, um peso que me assombra muito, e sinceramente, hoje em dia eu vejo 65 como uma vitória, de verdade.
É claro que eu ainda sonho em pesar 55, 50, mas sei que é muito inviável e eu teria que passar meses me privando de muita coisa gostosa e fazer muitas escolhas difíceis.
Para fazer dieta e emagrecer, primeiramente precisamos nos conscientizar disso. Sem estar preparado psicológicamente para a dieta, ela não vai acontecer, você vai furar, vai fazer dois dias e comer tudo no outro. Eu já vivi isso várias vezes, mas já tentei jejum intermitente, dieta das proteínas e etc.
Bom, meu plano, por enquanto é fazer a dieta dos 7 dias, serão 7 dias sofridos, mas eu estou disposta, pelo menos para eu poder ver o número 6 na balança.
Quem é rata de dieta já deve ter ouvido falar dessa, eu já fiz uma ou duas vezes há uns 5 anos, não lembro o quanto perdi. Mas vou contar aqui no blog o andamento das coisas.
OBS: Só estou fazendo essa dieta porque é de emergência! Não acho saudável. Apesar de minha vida toda não ter sido saudável.
A dieta é a seguinte, comer um só alimento no dia, na quantidade que quiser.
1º dia: Tomate
2º dia: Carne
3º dia: Alface
4º dia: Ovo
5º dia: Maçã
6º dia: Frango
7º dia: Tomate
Do site que eu tirei isso estava escrito 'menos 15 kg em 7 dias', mas convenhamos né, claro que não, pelo menos não nessa altura do campeonato. Creio que dá pra perder até 4 kg, no máximo, sejamos pés no chão. Minha meta é 66kg, se até sexta que vem eu estiver com esse peso, maravilha! Daí posso respirar melhor e partir para uma reeducação alimentar ou tentar novamente o jejum intermitente, eu sinceramente não sei muito o que fazer.
Meninas, vocês estão seguindo alguma dieta fazendo nf ou lf? Deixem suas dietas aqui, comentem e me passem o blog de vocês, porque eu amo ler sobre vocês também <3
sexta-feira, 1 de dezembro de 2017
segunda-feira, 11 de setembro de 2017
Que tal pensar positivo, somente por hoje?
Hoje vi um histories de uma mulher maravilhosa, @blogdadrika, no instagram. E ela me deu um up, mesmo que pequeno, por dentro.
Ela disse que devemos parar de nos fazer de vítimas, vítimas de relacionamentos e de outras coisas da vida. E eu pensei, poxa, ela tá certa. Não podemos sempre nos vitimizar e temos que sim, assumir o papel de protagonista de nossas vidas. Nos abraçar, nos amar e viver o hoje da melhor maneira possível, só por hoje e assim todos os dias.
Eu passei por algumas coisas ruins nesses últimos dias, dei uma recaída e ainda estou me sentindo mal por isso, mas só depende de mim mudar essa situação e evitar as próximas.
A dica dela foi, arrume sua vida, comece arrumando o que está materialmente bagunçado na sua casa, isso vai te ajudar a organizar sua vida, seus pensamentos e de certa forma, seu modo de ver a vida.
Queria deixar essa mensagem aqui hoje. Estou determinada a deixar de tomar remédios, pois estão atrapalhando seriamente minha vida, sei que não vai ser fácil, mas vou dar meu máximo para melhorar. Sigam a Drika, ela posta muita coisa, mas vale a pena segui-la.
Espero que vocês estejam bem e procurem o seu bem-estar, a sua vida vale muito, dê um valor à ela, dê valor para você, você sabe que você tem muita coisa boa, dê valor a quem te dá valor, valorize suas amizades verdadeiras, fique perto dos seus pais, mas acima de tudo, ame mais a si mesma.
Não deixe que comentários alheios te afetem, eles não sabem o que se passa dentro de você! Você sabe e você sabe que vale a pena lutar, vale a pena lutar por você!
Eu sei o quanto é difícil lutar, senão fosse assim, não seria luta. A luta mais difícil é contra você mesmo, mas é também a que mais lhe trará recompensas. Faça uma lista de coisas que te deixam pra cima, nem que seja um "tiquinho" pra cima, quando estiver mal, faça um item da lista. Se não melhorar, faça outro. Se esforce, não é fácil, eu sei, mas vamos conseguir sair desta.
Lembrem-se vomitar não te deixa mais magro, não tira suas mágoas, elas não vão embora.
Dormir não resolve seus problemas, quando você acordar só terá perdido mais tempo.
Pense em quanto filme bom você ainda pode assistir, que poderá mudar sua perspectiva sobre algo que você não via antes. Pense que você não está sozinho nesta, eu por exemplo, estou com você! Quem quiser manter contato, me manda o número do whats ou me manda email no bpolly91@gmail.com, vamos nos ajudar e vamos crescer espiritualmente.
Nós somos fortes, vamos usar nossas forças para o bem e atrair o bem, no fim das contas, vai sim dar tudo certo.
Escolhi algumas fotos com frases, que pra mim fazem muito sentido.
Um beijo no coração de cada um.
segunda-feira, 28 de agosto de 2017
Nunca pensei que fosse voltar à depressão severa, ela desta vez não está acompanhada da bulimia e muito menos da anorexia, e isso é uma coisa boa. Mas minhas crises depressivas são praticamente existenciais, muita cobrança, sinto que não consigo fazer nada, é um terror dia e noite, só penso em dormir e ficar acordada realmente me assusta, mas os dias passam, o tempo realmente não para e ninguém, literalmente ninguém, está aqui por você.
Então a luta é assim, você e você. Mas tem uma parte de você que não quer existir, não quer lutar, quer entregar a toalha e mandar o verdadeiro foda-se, e tem o outro você, que raramente aparece, pedindo socorro e ajuda, implorando para ter motivos para viver, sentindo sensações boas em coisas boas, sabendo que a vida tem muito mais a oferecer do que o limiar dos seus olhos apresentam.
Sempre falei de peso, sempre tive o blog e na maioria dos anos eu estava magra reclamando ser gorda. Agora eu realmente sou gorda e vejo minhas fotos magras e bate mais depressão ainda. Não quero comentar o quanto peso. Mas é um peso bem acima do que qualquer outro que já citei aqui, então vocês já devem imaginar.
Todos os dias, ao trocar de roupa, era um martírio. Nenhuma roupa minha me entra mais, eu tive um aumento de medidas bem considerável. Então decidi tirar todas as roupas que não me servem e guardar numa mala. Enchi duas malas grandes, cheia de roupas que eu amo tanto, mas que não me entram de jeito algum. Acho que foi meu modo de encarar a situação, deixar aquela Polly do passado em outro lugar. Querendo ou não, eu cresci, sou uma adulta agora, tenho que trabalhar, tenho que fazer um punhado de coisas chatas pra cacete, tenho que abandonar a garotinha e abraçar a mulher.
Não sei se faz sentido para vocês, mas quando eu estava pequena e magra me sentia acolhida, agora com um corpo maior, sinto que tenho que ser por mim mesma. Sim, isso é um problema emocional.
Esses dias tenho me entupido de laxantes e diuréticos, que só me fazem mal, pois depois de uns dois ou três dias o peso aumenta e de nada adianta tanta loucura. Mas não sei o porquê de eu insistir nessas bobagens.
Pensei que quando me livrasse da bulimia tudo melhoraria na minha vida, posso dizer que a bulimia não está mais presente em minha vida, mas a vida continua toda trevosa, rs.
Eu só escrevo pra deixar registrado minhas coisas, sei que não é importante pra ninguém, mas está tão difícil continuar vivendo, sinto minhas forças se esvaindo e também sinto que não vou continuar muito tempo aqui, eu não quero viver desse jeito.
Minha cabeça pesa, tudo o que eu quero é fugir de mim, fugir do mundo, não pensar em nada, não preocupar com nada, não ser feliz, não ser triste, não ser nada. Eu não to pedindo atenção, mas eu realmente quero morrer, mas não tenho coragem de fazer tal ato, por enquanto.
Então a luta é assim, você e você. Mas tem uma parte de você que não quer existir, não quer lutar, quer entregar a toalha e mandar o verdadeiro foda-se, e tem o outro você, que raramente aparece, pedindo socorro e ajuda, implorando para ter motivos para viver, sentindo sensações boas em coisas boas, sabendo que a vida tem muito mais a oferecer do que o limiar dos seus olhos apresentam.
Sempre falei de peso, sempre tive o blog e na maioria dos anos eu estava magra reclamando ser gorda. Agora eu realmente sou gorda e vejo minhas fotos magras e bate mais depressão ainda. Não quero comentar o quanto peso. Mas é um peso bem acima do que qualquer outro que já citei aqui, então vocês já devem imaginar.
Todos os dias, ao trocar de roupa, era um martírio. Nenhuma roupa minha me entra mais, eu tive um aumento de medidas bem considerável. Então decidi tirar todas as roupas que não me servem e guardar numa mala. Enchi duas malas grandes, cheia de roupas que eu amo tanto, mas que não me entram de jeito algum. Acho que foi meu modo de encarar a situação, deixar aquela Polly do passado em outro lugar. Querendo ou não, eu cresci, sou uma adulta agora, tenho que trabalhar, tenho que fazer um punhado de coisas chatas pra cacete, tenho que abandonar a garotinha e abraçar a mulher.
Não sei se faz sentido para vocês, mas quando eu estava pequena e magra me sentia acolhida, agora com um corpo maior, sinto que tenho que ser por mim mesma. Sim, isso é um problema emocional.
Esses dias tenho me entupido de laxantes e diuréticos, que só me fazem mal, pois depois de uns dois ou três dias o peso aumenta e de nada adianta tanta loucura. Mas não sei o porquê de eu insistir nessas bobagens.
Pensei que quando me livrasse da bulimia tudo melhoraria na minha vida, posso dizer que a bulimia não está mais presente em minha vida, mas a vida continua toda trevosa, rs.
Eu só escrevo pra deixar registrado minhas coisas, sei que não é importante pra ninguém, mas está tão difícil continuar vivendo, sinto minhas forças se esvaindo e também sinto que não vou continuar muito tempo aqui, eu não quero viver desse jeito.
Minha cabeça pesa, tudo o que eu quero é fugir de mim, fugir do mundo, não pensar em nada, não preocupar com nada, não ser feliz, não ser triste, não ser nada. Eu não to pedindo atenção, mas eu realmente quero morrer, mas não tenho coragem de fazer tal ato, por enquanto.
terça-feira, 16 de maio de 2017
Apenas tirando a poeira
Pensei em criar um novo blog, como se fosse uma nova vida, escrever coisas mais atuais. Vamos combinar, este aqui não anda nada interessante. Mas vou direto ao ponto.
Estou completamente alheia a tudo, e quando me questionam sobre o que quero da vida, eu simplesmente não sei o que responder. Na verdade quando me fazem tais perguntas, eu repenso muito mais e vejo que não me encaixo em nada, que estou apenas existindo, e talvez seja isso.
Meus pais todos os dias vem me falando que eu estou sendo uma decepção para eles, pois não me vêem motivada a fazer nada, estudar, trabalhar ou seja o que for.
Nos meus dias eu não encontro felicidade, é difícil me ver sorrindo. Sabem o quão infeliz é isso?
Eu mal vejo a hora de dormir, e odeio a hora de me levantar.
Sim, é a depressão novamente. Mas me pegou em um momento crucial, onde meu futuro profissional só depende de mim, eu sei disso, sei que sou capaz de mudar, mas por algum motivo eu não faço NADA.
Isso me corrói, queria que meus pais soubessem que isso me incomoda muito, mas eu não sinto vontade em viver. Digo viver no seu sentido mais completo, aproveitar cada coisa boa da vida. Eu amo escutar música, por exemplo, e ultimamente nem isso tenho feito.
Estou "trabalhando" com meu pai, e eu sou muito relaxada no trabalho, não levo a sério, por ser com o meu pai e ser praticamente na minha casa. Eu estou desempregada e parece que não tem emprego por aí me querendo.
É frustrante ser formada, pós graduada e desempregada, e realmente estar pensando em empregos medianos, digo, estou pensando em qualquer emprego. Eu estudei muito para entrar em uma federal, para me pós graduar e ser uma atendente de balcão. Sabe?
Sem mais por hoje.
Estou completamente alheia a tudo, e quando me questionam sobre o que quero da vida, eu simplesmente não sei o que responder. Na verdade quando me fazem tais perguntas, eu repenso muito mais e vejo que não me encaixo em nada, que estou apenas existindo, e talvez seja isso.
Meus pais todos os dias vem me falando que eu estou sendo uma decepção para eles, pois não me vêem motivada a fazer nada, estudar, trabalhar ou seja o que for.
Nos meus dias eu não encontro felicidade, é difícil me ver sorrindo. Sabem o quão infeliz é isso?
Eu mal vejo a hora de dormir, e odeio a hora de me levantar.
Sim, é a depressão novamente. Mas me pegou em um momento crucial, onde meu futuro profissional só depende de mim, eu sei disso, sei que sou capaz de mudar, mas por algum motivo eu não faço NADA.
Isso me corrói, queria que meus pais soubessem que isso me incomoda muito, mas eu não sinto vontade em viver. Digo viver no seu sentido mais completo, aproveitar cada coisa boa da vida. Eu amo escutar música, por exemplo, e ultimamente nem isso tenho feito.
Estou "trabalhando" com meu pai, e eu sou muito relaxada no trabalho, não levo a sério, por ser com o meu pai e ser praticamente na minha casa. Eu estou desempregada e parece que não tem emprego por aí me querendo.
É frustrante ser formada, pós graduada e desempregada, e realmente estar pensando em empregos medianos, digo, estou pensando em qualquer emprego. Eu estudei muito para entrar em uma federal, para me pós graduar e ser uma atendente de balcão. Sabe?
Sem mais por hoje.
quarta-feira, 18 de janeiro de 2017
No meio do caos
As crises de pânico, ansiedade e compulsão voltaram. Como a maioria das pessoas, eu depositei todas minhas fichas de esperança neste ano, e ainda estão todas nele. Ele apenas começou, eu não estou totalmente derrotada, tenho maior consciência do que acontece comigo. Porém eu ainda carrego comigo todas minhas inseguranças, meus medos, minhas ansiedades e não sei ao certo como trabalhá-los, então, culmina que tenho tais crises.
A bulimia está bem longe de mim, fisicamente, mas infelizmente não mentalmente. Eu tenho comido muito, como disse acima, eu tenho compulsão quase todos os dias em todas as refeições, mas eu não vomito, há uns tempos, bons tempos. Ao vomitar meu rosto incha e eu engordo. Claro que comendo eu também engordo, mas vomitar me deixa muito mal, então eu ando preferindo não vomitar, e se você já leu meu blog nos anos anteriores vai se espantar, pois desde meus 13 anos o que eu mais fazia era vomitar, todas as refeições, todos os dias. De certa forma eu acho que não vomitando, eu cresci.
Quanto às outras crises, eu creio que são devidas ao estudo. Estou me preparando para um concurso grande, que irá de fato definir minha vida. E eu quero realmente passar, então tenho que me dedicar, bastante. Todos sabem que não se passa em vestibular, concurso e coisas do tipo sem estudar no mínimo umas 4 a 8 horas todos os dias. É chato,sim. Mas é o caminho.
Eu sempre penso em vir aqui e depositar minhas ansiedades, mas acabo esquecendo.
Hoje foi um dia em que comi demais, estou com uma enorme vontade de vomitar! Enorme mesmo. Mas aqui em casa não tem comida para isso, digo, não tem doces e tal. Minha boca está salivando agora! Mas enfim, vou ver algo e tentar dormir. Por enquanto as músicas estão sendo minha terapia.
A bulimia está bem longe de mim, fisicamente, mas infelizmente não mentalmente. Eu tenho comido muito, como disse acima, eu tenho compulsão quase todos os dias em todas as refeições, mas eu não vomito, há uns tempos, bons tempos. Ao vomitar meu rosto incha e eu engordo. Claro que comendo eu também engordo, mas vomitar me deixa muito mal, então eu ando preferindo não vomitar, e se você já leu meu blog nos anos anteriores vai se espantar, pois desde meus 13 anos o que eu mais fazia era vomitar, todas as refeições, todos os dias. De certa forma eu acho que não vomitando, eu cresci.
Quanto às outras crises, eu creio que são devidas ao estudo. Estou me preparando para um concurso grande, que irá de fato definir minha vida. E eu quero realmente passar, então tenho que me dedicar, bastante. Todos sabem que não se passa em vestibular, concurso e coisas do tipo sem estudar no mínimo umas 4 a 8 horas todos os dias. É chato,sim. Mas é o caminho.
Eu sempre penso em vir aqui e depositar minhas ansiedades, mas acabo esquecendo.
Hoje foi um dia em que comi demais, estou com uma enorme vontade de vomitar! Enorme mesmo. Mas aqui em casa não tem comida para isso, digo, não tem doces e tal. Minha boca está salivando agora! Mas enfim, vou ver algo e tentar dormir. Por enquanto as músicas estão sendo minha terapia.
segunda-feira, 28 de novembro de 2016
Is there anybody out there?
Pela minha sanidade mental, venho aqui escrever. Penso muito em voltar a escrever aqui, mesmo suspeitando que alguém conhecido leia minhas postagens. Mas enfim, isso não está sendo tão relevante para mim agora, sinceramente.
Acho que da última vez em que postei aqui eu estava com 49kg, hoje estou com 60,7kg. As vezes penso que tudo melhoraria se eu pudesse voltar ao ano passado nesta mesma data, por simplesmente estar com 11 kg a menos. O fato é, minha tristeza continua a mesma. Antes eu estava em um estado depressivo profundo, meu corpo estava definhando junto à tristeza. É algo que realmente não quero de volta, foi o pior momento da minha vida, tirando a morte da minha avó.
Este ano eu tive muitas oportunidades e não consegui agarrá-las, não tentei ao meu máximo, hoje me arrependo. Eu tenho essa constante mania de me arrepender, com qualquer decisão que eu tome. É um constante martírio, se eu não estiver fazendo mal a mim mesma, não estou vivendo.
Mas que vida é essa? Quantos anos terei de passar por isso? Eu sei que vocês podem pensar que é simples, é só encarar as coisas de frente. Eu também acho, mas minha mente e meu corpo reagem totalmente ao contrário. Coisas simples, começando com levantar da cama, é extremamente difícil para mim, é doloroso, as vezes acordo cedo e fico por horas deitada, até que eu consiga dizer para mim mesma que de nada adianta ficar deitada na escuridão, a vida está lá fora.
Hoje foi assim, ontem também e amanhã acho que não será diferente, mesmo que eu queira muito.
Escrevo aqui, talvez, com a intenção de encontrar alguém que me entenda, pois não sou entendida por ninguém. Hoje em dia guardo minhas frustrações e pensamentos negativos para mim, na minha cama, deitada, sem reagir.
Infelizmente, muitas pessoas julgam. Eu não estou falando de transtorno alimentar, hoje, graças a Deus, eu tenho um pouco mais de controle sobre a bulimia, que me "acompanha" desde meus 13 anos, visto que tenho 25. Meu corpo não aguenta mais vomitar, não aguenta mais orgias alimentares e não tenho forças para ir todas as refeições ao banheiro. Foram tantas, dezenas, quiçá milhares de vezes em que triste, lotada de comida, enfiei os dedos no fundo da garganta e provoquei o vômito. Desde criança, sem saber porque fazia aquilo. Eu não tive começo de bulimia por querer emagrecer, eu era uma criança que achava que comendo e vomitando me sentiria melhor e assim está até hoje.
Meu tratamento com a psicóloga, de dois anos, foi muito positivo no que tange ao saber o porquê estou fazendo isso. Acho que como adulta, sei que vomitar não é a saída para problema nenhum, não melhora em nada, não emagrece, ao contrário, engorda, deixa seu rosto inchado, sua garganta ardendo e seus dentes detonados. Meus dentes não tem mais esmalte, estão amarelados e eu tenho vergonha de sorrir. Se você vomita, pensa nisto. A bulimia tomou conta de mim por tantos anos e não me trouxe absolutamente nada de positivo. Nem a anorexia, muitas meninas e meninos acham que é legal ter anorexia, ter um corpo esquelético. Mas acreditem, é algo da alma, sua alma quer ficar vazia, vazia de comida, de gordura, sobrando osso, olheiras, baixa imunidade e acreditem, não fica bonito e você não fica feliz.
A felicidade é algo muito complexo, eu sei que não está na magreza, está em como nos sentimos com nós mesmos, sabe? Eu tenho consciência disto, mas sou infeliz, estou infeliz. É difícil falar para outras pessoas disso quando você mesmo não se aceita. Eu ainda não reconheço minhas qualidades e coloco defeito em todo meu corpo, o que vem refletindo em uma vida mal sucedida.
Quero sim emagrecer, mas não quero voltar a ficar cadavérica e com cara de defunta. Quero ser saudável tanto no corpo quanto na mente, e amigos, isso é muito difícil.
Queria poder ir à academia, mas mal posso levantar da minha cama.
Bom, acho que já me queixei demais por hoje, mas pretendo aparecer mais por aqui. É bom escrever e colocar para fora o que está atormentando minha mente.
Desejo a todos uma ótima semana.
Acho que da última vez em que postei aqui eu estava com 49kg, hoje estou com 60,7kg. As vezes penso que tudo melhoraria se eu pudesse voltar ao ano passado nesta mesma data, por simplesmente estar com 11 kg a menos. O fato é, minha tristeza continua a mesma. Antes eu estava em um estado depressivo profundo, meu corpo estava definhando junto à tristeza. É algo que realmente não quero de volta, foi o pior momento da minha vida, tirando a morte da minha avó.
Este ano eu tive muitas oportunidades e não consegui agarrá-las, não tentei ao meu máximo, hoje me arrependo. Eu tenho essa constante mania de me arrepender, com qualquer decisão que eu tome. É um constante martírio, se eu não estiver fazendo mal a mim mesma, não estou vivendo.
Mas que vida é essa? Quantos anos terei de passar por isso? Eu sei que vocês podem pensar que é simples, é só encarar as coisas de frente. Eu também acho, mas minha mente e meu corpo reagem totalmente ao contrário. Coisas simples, começando com levantar da cama, é extremamente difícil para mim, é doloroso, as vezes acordo cedo e fico por horas deitada, até que eu consiga dizer para mim mesma que de nada adianta ficar deitada na escuridão, a vida está lá fora.
Hoje foi assim, ontem também e amanhã acho que não será diferente, mesmo que eu queira muito.
Escrevo aqui, talvez, com a intenção de encontrar alguém que me entenda, pois não sou entendida por ninguém. Hoje em dia guardo minhas frustrações e pensamentos negativos para mim, na minha cama, deitada, sem reagir.
Infelizmente, muitas pessoas julgam. Eu não estou falando de transtorno alimentar, hoje, graças a Deus, eu tenho um pouco mais de controle sobre a bulimia, que me "acompanha" desde meus 13 anos, visto que tenho 25. Meu corpo não aguenta mais vomitar, não aguenta mais orgias alimentares e não tenho forças para ir todas as refeições ao banheiro. Foram tantas, dezenas, quiçá milhares de vezes em que triste, lotada de comida, enfiei os dedos no fundo da garganta e provoquei o vômito. Desde criança, sem saber porque fazia aquilo. Eu não tive começo de bulimia por querer emagrecer, eu era uma criança que achava que comendo e vomitando me sentiria melhor e assim está até hoje.
Meu tratamento com a psicóloga, de dois anos, foi muito positivo no que tange ao saber o porquê estou fazendo isso. Acho que como adulta, sei que vomitar não é a saída para problema nenhum, não melhora em nada, não emagrece, ao contrário, engorda, deixa seu rosto inchado, sua garganta ardendo e seus dentes detonados. Meus dentes não tem mais esmalte, estão amarelados e eu tenho vergonha de sorrir. Se você vomita, pensa nisto. A bulimia tomou conta de mim por tantos anos e não me trouxe absolutamente nada de positivo. Nem a anorexia, muitas meninas e meninos acham que é legal ter anorexia, ter um corpo esquelético. Mas acreditem, é algo da alma, sua alma quer ficar vazia, vazia de comida, de gordura, sobrando osso, olheiras, baixa imunidade e acreditem, não fica bonito e você não fica feliz.
A felicidade é algo muito complexo, eu sei que não está na magreza, está em como nos sentimos com nós mesmos, sabe? Eu tenho consciência disto, mas sou infeliz, estou infeliz. É difícil falar para outras pessoas disso quando você mesmo não se aceita. Eu ainda não reconheço minhas qualidades e coloco defeito em todo meu corpo, o que vem refletindo em uma vida mal sucedida.
Quero sim emagrecer, mas não quero voltar a ficar cadavérica e com cara de defunta. Quero ser saudável tanto no corpo quanto na mente, e amigos, isso é muito difícil.
Queria poder ir à academia, mas mal posso levantar da minha cama.
Bom, acho que já me queixei demais por hoje, mas pretendo aparecer mais por aqui. É bom escrever e colocar para fora o que está atormentando minha mente.
Desejo a todos uma ótima semana.
sábado, 25 de junho de 2016
Há tempos
Pior dia da minha vida
Há tempos não me sentia tão miserável, perdida no tempo, desprezível e etc. Sempre pensei que quando fosse adulta eu não teria estes problemas e vejo hoje, eles são cotidianos. Não sei como lidar, rs.
Tive uma crise de pânico, coisa que vem ocorrendo bastante comigo. Foi horrível. Tudo baseado em ir ou não a um evento, com um pessoal super bacana, eu me entusiasmei muito com a ideia do reencontro da minha turma do colegial, vai fazer dez anos daqui dois anos, tem um baita tempo que não os vejo. Combinei de ir e nos 45 do segundo tempo, desisti.
Mas não pensem que essa minha desistência foi fácil, passei o dia sofrendo com isso. E quando digo sofrendo, é psicologicamente e fisicamente.
Senti meu coração sair pela boca, um choro entalado, mãos suando, um mal estar horrível. Eu estava em sala de aula e de repente, me desliguei, Apenas corpo presente, minha mente estava não sei onde, mas muito distante do meu corpo. Isso me deixou muito frustrada, pois já perdi a memória devido à depressão, fiquei tres dias com a mente fora de mim, e não lembrava nada do que tinha acontecido. As pessoas conversavam comigo e eu nao conseguia ouvi-las, juro por Deus! No quarto dia eu tive relapsos dos acontecimentos, neste dia tive um trabalho para entregar, era de dificuldade mediana, mas eu não conseguia resolver uma linha sequer do cálculo. Uma amiga tentou me ajudar, mas eu não ouvia o que ela falava, não conseguia concentrar.
Neste mesmo dia, eu fiquei responsável por escrever um relatório na aula de robótica, e não conseguia escrever as palavras, nadinha, minha memória estava dormindo, completamente. Nesta época, tem 3 anos, eu tranquei a faculdade de engenharia, onde eu era a representante do curso e simplesmente nunca mais voltei.
Tenho pensado, meu medo, minha ansiedade, minhas neuras criadas pela minha mente vem me atrapalhando muito. E quando sabemos se isso é patológico? Quando começa a afetar a sua vida amorosa, profissional, social e etc.
Quero ficar sozinha, um grupo com mais de 4 pessoas diferentes já me deixa super desconfortável.
Hoje foi o pior dia da minha vida, por ter ataque da síndrome do pânico, me sentir culpada por dizer que ia à uma festa e não ir, medo de decepcionar meus amigos, medo de eles nunca mais me chamarem para outra festa. Mas no estado em que eu estou, curtir uma festa, mesmo que com ótimas companhias, eu não conseguiria. Sim, você deve estar pensando, que eu deveria ter ido e enfrentado esse pânico. Mas infelizmente o pânico venceu e eu estou no meu quarto, escrevendo. Ao menos estou fazendo algo que gosto, e muito.
Chorei litros, chorei por estar acima do peso, por ter engordado 12 kg em dois meses, por ter comprado um remédio de 300 reais (sem poder) e ele não está fazendo nem cocegas. Chorei por amor, por achar que eu não posso ser amada, por achar que eu não tenho conserto, que estou estragada, com toda essa depressão, pânico, bulimia e ansiedade.
Isolar não é a solução, é o conforto. Ainda não sei como sair dele. Confesso que coisas horríveis passaram novamente pela minha cabeça. Mas isso passa, porém as crises são terríveis.
Escrevo tentando passar para vocês minha experiencia. Eu deveria estar no churrasco "curtindo" com a "galera"? Pensei que o aconchego da minha família seria muito melhor. Sei que devo me socializar, mas a Polly social, não é a Polly. Geralmente interagir com muitas pessoas e sair, ir em festas, é sempre muito difícil para mim. Me sinto perdida, sou a primeira a querer ir embora, essas coisas.
Eu iria escrever muito mais, juro. Mas acho que minha mente já sofreu demais por hoje. Espero que com meus relatos, alguém que se identifique converse comigo a respeito, ou que sirva de exemplo para não chegarem a este ponto, de alguma forma.
Por hoje é só, beijo no coração de cada um de vocês.
Há tempos não me sentia tão miserável, perdida no tempo, desprezível e etc. Sempre pensei que quando fosse adulta eu não teria estes problemas e vejo hoje, eles são cotidianos. Não sei como lidar, rs.
Tive uma crise de pânico, coisa que vem ocorrendo bastante comigo. Foi horrível. Tudo baseado em ir ou não a um evento, com um pessoal super bacana, eu me entusiasmei muito com a ideia do reencontro da minha turma do colegial, vai fazer dez anos daqui dois anos, tem um baita tempo que não os vejo. Combinei de ir e nos 45 do segundo tempo, desisti.
Mas não pensem que essa minha desistência foi fácil, passei o dia sofrendo com isso. E quando digo sofrendo, é psicologicamente e fisicamente.
Senti meu coração sair pela boca, um choro entalado, mãos suando, um mal estar horrível. Eu estava em sala de aula e de repente, me desliguei, Apenas corpo presente, minha mente estava não sei onde, mas muito distante do meu corpo. Isso me deixou muito frustrada, pois já perdi a memória devido à depressão, fiquei tres dias com a mente fora de mim, e não lembrava nada do que tinha acontecido. As pessoas conversavam comigo e eu nao conseguia ouvi-las, juro por Deus! No quarto dia eu tive relapsos dos acontecimentos, neste dia tive um trabalho para entregar, era de dificuldade mediana, mas eu não conseguia resolver uma linha sequer do cálculo. Uma amiga tentou me ajudar, mas eu não ouvia o que ela falava, não conseguia concentrar.
Neste mesmo dia, eu fiquei responsável por escrever um relatório na aula de robótica, e não conseguia escrever as palavras, nadinha, minha memória estava dormindo, completamente. Nesta época, tem 3 anos, eu tranquei a faculdade de engenharia, onde eu era a representante do curso e simplesmente nunca mais voltei.
Tenho pensado, meu medo, minha ansiedade, minhas neuras criadas pela minha mente vem me atrapalhando muito. E quando sabemos se isso é patológico? Quando começa a afetar a sua vida amorosa, profissional, social e etc.
Quero ficar sozinha, um grupo com mais de 4 pessoas diferentes já me deixa super desconfortável.
Hoje foi o pior dia da minha vida, por ter ataque da síndrome do pânico, me sentir culpada por dizer que ia à uma festa e não ir, medo de decepcionar meus amigos, medo de eles nunca mais me chamarem para outra festa. Mas no estado em que eu estou, curtir uma festa, mesmo que com ótimas companhias, eu não conseguiria. Sim, você deve estar pensando, que eu deveria ter ido e enfrentado esse pânico. Mas infelizmente o pânico venceu e eu estou no meu quarto, escrevendo. Ao menos estou fazendo algo que gosto, e muito.
Chorei litros, chorei por estar acima do peso, por ter engordado 12 kg em dois meses, por ter comprado um remédio de 300 reais (sem poder) e ele não está fazendo nem cocegas. Chorei por amor, por achar que eu não posso ser amada, por achar que eu não tenho conserto, que estou estragada, com toda essa depressão, pânico, bulimia e ansiedade.
Isolar não é a solução, é o conforto. Ainda não sei como sair dele. Confesso que coisas horríveis passaram novamente pela minha cabeça. Mas isso passa, porém as crises são terríveis.
Escrevo tentando passar para vocês minha experiencia. Eu deveria estar no churrasco "curtindo" com a "galera"? Pensei que o aconchego da minha família seria muito melhor. Sei que devo me socializar, mas a Polly social, não é a Polly. Geralmente interagir com muitas pessoas e sair, ir em festas, é sempre muito difícil para mim. Me sinto perdida, sou a primeira a querer ir embora, essas coisas.
Eu iria escrever muito mais, juro. Mas acho que minha mente já sofreu demais por hoje. Espero que com meus relatos, alguém que se identifique converse comigo a respeito, ou que sirva de exemplo para não chegarem a este ponto, de alguma forma.
Por hoje é só, beijo no coração de cada um de vocês.
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